Seguro residencial e de incêndio: quando contratar?

Muitas pessoas também não sabem que ao alugar um imóvel o inquilino tem deveres e direitos a cumprir.

Apenas 14,5% dos imóveis residenciais brasileiros têm seguro, segundo levantamento da Federação Nacional de Seguros Gerais – Fenseg. E o pior: dos imóveis que contrataram um seguro residencial, as coberturas não são ideais e alguns itens não são contratados. O motivo? Reduzir o valor da apólice.

Um seguro é importante para garantir despesas imprevistas que comprometam o planejamento financeiro familiar. Ou seja, ter que gastar dinheiro com algum sinistro ocorrido no imóvel. Para quem mora em condomínios o seguro é obrigatório, mas, mesmo assim, se não for bem contratado, não protege as unidades de todos os riscos.

Um seguro total de um condomínio tem cobertura para o ambiente geral diante de danos ocasionados por incêndios, raios, explosões, queda de aeronaves, desmoronamento ou roubo e furto de equipamentos pertencentes ao empreendimento. Neste caso, para os apartamentos, o que se cobre é a construção propriamente dita.

Nos casos de sinistros, a seguradora dá todo o respaldo necessário. Vale ressaltar que existem seguros mais completos que podem prever proteção de responsabilidade civil do síndicoque cobre o reembolso ao condomínio por prejuízos materiais em decorrência de ato ou negligência do profissional administrador.

Algumas administradoras de condomínio, para economizarem, contratam apenas as coberturas básicas, deixando os moradores e síndicos descobertos – portanto, analisar corretamente os riscos, faz toda a diferença no momento de uma eventual ocorrência.

Muitas pessoas também não sabem que ao alugar um imóvel o inquilino tem deveres e direitos a cumprir. As cláusulas da lei do inquilinato garantem e evitam possíveis dores de cabeça no futuro. O seguro incêndio deve ser pago pelo proprietário do imóvel, mas, também, o mesmo pode ser repassado ao inquilino – a decisão precisa estar acordada em contrato. Mesmo que a cláusula não seja incluída no contrato de locação, o inquilino não está isento das responsabilidades e do prejuízo causado aos próprios bens e aos de terceiros. Ou seja, se o incêndio se estender para os vizinhos ou área comuns, quem irá arcar com as despesas é o inquilino.

Em caso de apartamento, o condomínio, geralmente, possui seguro incêndio. Mas, a cobertura é para a estrutura do prédio e espaços comuns. Se o foco de incêndio partir de dentro do imóvel, a apólice do condomínio não cobre os prejuízos internos.

O seguro incêndio é o produto que todo mundo deveria ter e nunca usar. Além da garantia ampla para o prédio e todas as suas instalações, o seguro também garante móveis, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, roupas e demais utensílios domésticos e pessoais. Havendo a necessidade de desocupação temporária do imóvel locado para reforma, existe a possibilidade de garantir o aluguel que o inquilino teria que pagar ao proprietário, mesmo não ocupando o imóvel durante o seu período de reforma. Outro benefício ao adquirir o seguro incêndio são as opções de serviços emergenciais, como: chaveiro, encanador, eletricista e manutenção de linha branca.